The Edge Effect, Daniel Kukla

As fotografias têm ganhado grande espaço na composição de ambientes. Elas devem ser cuidadosamente escolhidas, compondo e acrescentando conceitos de acordo com a intenção do cliente e do arquiteto. Por isso é importante, além de apreciarmos o aspecto visual, nos aprofundarmos nas intenções e técnicas do fotógrafo. Por meio dessa pesquisa é possível traçar características que ajudam na escolha da fotografia certa para um dado ambiente. Temos casos muito específicos, como Daniel Kukla, fotógrafo que usa elementos biológicos para se expressar.

 

Nativo de Indianápolis, reside atualmente no Brooklyn, NY. Além de fotógrafo, ele também tem um vasto conhecimento sobre ciências biológicas e antropológicas, e, em consequência, tem como resultado do seu trabalho a união dessas duas vertentes. Kukla se define: “como uma investigação calculada, meus projetos testemunham questões sociais, políticas e ecológicas importantes; seguindo a linha entre o belo e o bizarro, e mantendo a precisão e a experimentação do ponto de vista científico, eu ofereço um ponto de vista sobre estes temas que podem desestabilizar, desafiar e provocar.”

 

Em 2012 o fotógrafo desenvolveu o projeto “The Edge Effect”. Além de sua câmera, ele levou um grande espelho e um cavalete para o deserto na Califórnia para capturar elementos dentro do ambiente de oposição. Através de apenas um plano visual, a série unifica o jogo de fenômenos temporais, contrastes de cor e textura, e também as intervenções naturais do próprio ambiente. O conceito surgiu através de caminhadas no Parque Nacional Joshua Tree, quando Daniel Kukla observou a fronteira criada pela reunião de ecossistemas distintos em justaposição, referido como “Edge Effect” nas ciências ecológicas.

Fonte/Foto: danielkukla.com